9 de abril de 2009

Do croissant ao pãozinho francês






Agora com a repaginada no blog, poderei postar os mais diversos assunto e para começar, vou falar de algo que é o destaque do ano de 2009:
O ano da França no Brasil
Graças a minha querida professora de francês (l'incroyable Renata), hoje eu conheço o herança que a cultura francesa trouxe para a nação brasileira e principalmente para minha vida!
Bom, mais cedo ou mais tarde, como de costume, eu sempre toco no assunto arquitetura (que é meio automático rsrs), mas não menosprezando as demais heranças, mas a mais charmosa e glamurosa, na minha opinião, é a herança arquitetônica.
A influência francesa na arquitetura brasileira durou aproximadamente de 1816 até a Segunda Guerra Mundial e se manifestou sob a forma de quatro estilos distintos: o neoclássico, o eclético, o Art Déco ou Art Nouveau e o moderno.
Segundo o arquiteto e professor da FAU-USP Carlos Lemos, essa influência foi mais forte no Rio de Janeiro na época do império e em São Paulo a partir do estilo eclético (século XIX), patrocinados principalmente pelos barões de café. Lemos afirma que essa inspiração trouxe para o Brasil muito mais do que uma estética de fachada, mas um modo de morar à francesa, em que, pela primeira vez, as construções eram divididas em alas totalmente independentes – de dormir, de estar e de serviço. "Essa é, com certeza, a maior contribuição da arquitetura francesa ao Brasil. Conceito utilizado até hoje na maioria dos projetos", afirma.
O estilo eclético começou a se impor no Rio de Janeiro no final do século XIX. Uma data é importante para explicar o fim do neoclássico no país: em 1889, o Brasil vira República e quer cortar os laços com Portugal. O período eclético corresponde, segundo Hugo Hamann, arquiteto e urbanista, que trabalhou durante cinco anos no Copacabana Palace, ao auge da influência francesa na arquitetura brasileira.
A vontade do governo de mostrar para o mundo que o Brasil era agora "um país novo" foi uma das causas das mudanças dos padrões artísticos em vigor. Na opinião de Hamann, são dois edifícios que melhor caracterizam o estilo eclético no Rio de Janeiro: o Teatro Municipal, situado na Praça Floriano, no Centro, e o Copacabana Palace, na Avenida Atlântica.

Teatro Municipal do Rio de Janeiro

Copacabana Palace

Para o arquiteto Carlos Lemos, além das construções assinadas por Ramos de Azevedo, outras obras-primas erguidas em São Paulo também levam a marca francesa em suas linhas, comoa a Vila Penteado, sede do clube São Paulo;

Estação Júlio Prestes
A Estação Julio Prestes é toda inspirada no estilo Luis XVI, a estação foi desenhada pelo arquiteto paulista Christiano Stockler das Neves. Inaugurada em 1938, depois de 12 anos de construção, a estação foi concebida para sediar a Estrada de Ferro Sorocabana. O projeto reflete toda a formação conservadora de Stockler e é uma obra inacabada, de acordo com o arquiteto Carlos Lemos. "A inspiração é toda francesa, no entanto a obra é inconclusa pois faltam as placas de ardósia no alto do prédio", explica.

Palácio Campos Elíseos
Encomendado pelo exportador de café Elias Antonio Pacheco, o palácio tem arquitetura inspirada em um castelo francês e foi considerado o imóvel mais chique da cidade no início do século XX. A construção é toda ornamentada por figuras trazidas da Europa e, hoje, aguarda um projeto de restauração que traga de volta seus tempos áureos.

Viaduto do Chá
Essa obra, por sinal, foi o primeiro viaduto construído em São Paulo. Idealizado pelo francês Jules Martin e inaugurado em 1892, o viaduto demorou 15 anos para ser concluído. Isso aconteceu porque o arquiteto teve de convencer os paulistanos da necessidade de ligar a rua Direita com o morro do chá – como era conhecida a área onde estava a chácara dos barões de Tatuí, com plantações de chá. O barão de Tatuí estava entre os moradores que seriam desapropriados para construção da obra e ele não pretendia sair de sua casa. Até o dia em que a população favorável à obra armou-se de picaretas e atacou uma das paredes do sobrado. Com argumentos tão "convincentes", o Barão revolveu mudar-se e a obra pôde ser terminada.

Instituto Biológico
Catedral Gótica da Sé

Além da herança arquitetônica, a França nos deixou também uma herança na gastronomia, como por exemplo o croissant, o pãozinho francês (até o fim do século XIX, o pão mais popular do Brasil era bem diferente, com o miolo e casca escuros. Os viajantes de famílias ricar que voltavam da França descreviam o produto a seus cozinheiros, que tentavam reproduzir a receita pela aparência.). Ganhamos herança também na literatura, na música, na nossa cultura, no vocabulário e assim por diante.
Eu costume dizer que:
"Nós brasileiros somos um pouquinho do que há de melhor no mundo!!"

Daniel Lavoie - Il's s'aiment

3 comentários:

  1. ma chérie lidi!!

    qu'est-ce que je suis fière de toi!!!!


    j'ai adoré ton blog, tellement mignon!!!


    bises et bravo!

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  2. Adorei o post. Me ajudou em uma pesquisa escolar. Muito bom mesmo.

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